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Inteligência da Holanda alerta para ataques de hackers a contas de WhatsApp e Signal

Serviços de inteligência da Holanda emitiram um alerta sobre uma campanha global de ataques cibernéticos direcionados a usuários dos aplicativos de mensagens WhatsApp e Signal. Segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (9), a ação teria como alvo autoridades governamentais, militares e jornalistas, com o objetivo de acessar comunicações e informações sensíveis.

A investigação foi conduzida pelo Serviço de Inteligência e Segurança da Defesa da Holanda (MIVD) e pelo Serviço Geral de Inteligência e Segurança (AIVD). De acordo com as agências, os ataques são atribuídos a agentes ligados ao governo russo e fazem parte de uma operação de espionagem digital em larga escala.

O documento aponta que os invasores utilizam principalmente técnicas de engenharia social e phishing para obter acesso às contas, sem depender necessariamente da instalação de softwares maliciosos.

No caso do Signal, os criminosos entram em contato com as vítimas se passando por integrantes da equipe de suporte do aplicativo. Durante a abordagem, alegam que há atividades suspeitas na conta, vazamento de dados ou tentativas de acesso não autorizadas.

Ao convencer o usuário, os golpistas solicitam o código de verificação enviado por SMS e o PIN da conta. Com essas informações, os hackers conseguem registrar um novo dispositivo vinculado ao perfil e assumir o controle da conta.

Após o acesso indevido, os criminosos podem se passar pela vítima e acessar a lista de contatos. Embora o usuário consiga recuperar o acesso ao aplicativo registrando novamente o número, especialistas alertam que a invasão pode passar despercebida.

Isso ocorre porque o Signal armazena o histórico de conversas localmente no celular, permitindo que o usuário recupere as mensagens após o novo login e tenha a impressão de que nada foi comprometido.

No caso do WhatsApp, os ataques exploram o recurso de “dispositivos conectados”, que permite usar a conta em computadores ou tablets.

Nesse tipo de golpe, os usuários são induzidos a clicar em links maliciosos ou escanear QR Codes fraudulentos, que acabam conectando o aparelho do invasor à conta da vítima. Com isso, o criminoso passa a ter acesso remoto às conversas.

Diferentemente de outros casos, a conta pode continuar ativa no celular original, o que dificulta a identificação imediata da invasão.

Em declaração ao site TechCrunch, o porta-voz da Meta, Zade Alsawah, reforçou que os usuários não devem compartilhar o código de verificação de seis dígitos e precisam redobrar a atenção diante de mensagens suspeitas.

Segundo as autoridades holandesas, métodos semelhantes já foram observados em campanhas relacionadas ao conflito entre Rússia e Ucrânia, indicando que a engenharia social continua sendo uma das principais estratégias em operações de espionagem digital.

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