A Meta foi processada por 26 ex-funcionários que acusam a empresa de utilizar ferramentas de inteligência artificial para selecionar empregados durante uma rodada de demissões em massa. Segundo a ação, os sistemas teriam prejudicado trabalhadores que precisaram se afastar por licença médica ou para cuidar de familiares.
Os autores do processo afirmam que a empresa considerou critérios como produtividade e uso de ferramentas de IA para decidir os desligamentos, o que teria colocado em desvantagem funcionários que ficaram temporariamente afastados.
A ação também alega que a Meta utiliza sistemas de inteligência artificial para monitorar o desempenho dos colaboradores. Entre as ferramentas citadas estão o assistente interno Metamate, uma plataforma que analisa comunicações e documentos corporativos e um sistema de pontuação baseado em atividades como uso do teclado, navegação na internet, e-mails e interação com o computador.
Em nota, a Meta negou as acusações e afirmou que as decisões sobre contratações, promoções e demissões são tomadas por gestores, e não por inteligência artificial.
O processo foi apresentado meses após a companhia demitir cerca de 8 mil funcionários, o equivalente a 10% de sua força de trabalho global. Outros empregados foram remanejados para atuar no treinamento de modelos de IA.
A reestruturação também reduziu a remuneração média anual dos colaboradores. Além disso, a empresa chegou a testar um sistema de monitoramento de teclado e mouse para treinamento de inteligência artificial, mas interrompeu a iniciativa.
Apesar das críticas internas e da queda no moral dos funcionários, a Meta registrou lucro de US$ 26,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pela empresa. A ação judicial tem como base informações obtidas pela agência Reuters.



