O Instagram lançou recentemente o “Mapa do Instagram”, recurso que permite compartilhar e visualizar, em tempo real, a localização aproximada de amigos na plataforma. A novidade, disponível por enquanto apenas nos Estados Unidos, rapidamente se tornou alvo de críticas por supostos riscos à privacidade e à segurança dos usuários.
Publicações no TikTok e no X (antigo Twitter) viralizaram alegando que a função estaria ativada por padrão, sem o consentimento dos usuários. A polêmica obrigou o chefe do Instagram, Adam Mosseri, a se manifestar, negando os boatos e reforçando que o recurso só funciona mediante ativação manual.
O funcionamento é semelhante ao “Mapa de Snaps”, lançado pelo Snapchat em 2017. No Instagram, o acesso é feito pela área de mensagens diretas (DMs), onde os avatares dos amigos aparecem sobre um mapa com suas localizações aproximadas. Ao tocar no perfil, é possível saber há quanto tempo a pessoa esteve naquele ponto.
Além da localização, o mapa exibe publicações — incluindo posts, Stories e Notas — associadas a locais específicos. O usuário pode escolher com quem compartilhar a informação:
- Amigos: seguidores que também são seguidos de volta;
- Amigos Próximos: lista de “Close Friends”;
- Amigos Selecionados: grupo personalizado criado para o recurso;
- Ninguém: desativa a função.
A ferramenta também foi integrada à supervisão parental, permitindo que responsáveis recebam notificações se adolescentes ativarem o compartilhamento e possibilitando bloqueio ou restrição.
A Meta, controladora do Instagram, nega que o recurso esteja ativo por padrão e afirma que só é habilitado manualmente pelo usuário. Ainda assim, críticos — incluindo políticos americanos e defensores da segurança digital — questionam a necessidade de compartilhar a localização, especialmente entre jovens. Figuras públicas, como a empresária Valentina Voight, também manifestaram preocupação.
Polêmicas semelhantes marcaram o lançamento do “Mapa de Snaps” no Snapchat, que mantém a função ativa até hoje. O Instagram não informou quando ou se o novo recurso será disponibilizado no Brasil.



