A Starlink, provedora de internet via satélite da SpaceX, passou a disponibilizar acesso gratuito à internet na Venezuela a partir desta segunda-feira (5). A iniciativa ocorre após a operação militar realizada pelos Estados Unidos no último sábado (3), que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro, e tem como objetivo minimizar os impactos das falhas nos serviços de energia elétrica e telecomunicações registradas no país.
De acordo com comunicado da empresa, a medida busca garantir conectividade emergencial à população e a empresas locais durante o período de instabilidade. A Starlink informou que está concedendo créditos de serviço a contas registradas na Venezuela, válidos até o dia 3 de fevereiro de 2026. Usuários que possuem os equipamentos necessários, como antena e roteador, podem reativar o serviço sem custos, mesmo que a assinatura tenha sido anteriormente suspensa.
Embora a Venezuela ainda apareça no mapa oficial da Starlink como território com disponibilidade “em breve”, o serviço já pode ser utilizado por meio de planos de roaming e terminais importados. A oferta beneficia principalmente quem já dispõe do kit da empresa no país, já que não há previsão para a comercialização oficial dos equipamentos em território venezuelano.
A infraestrutura da Starlink é formada por satélites em órbita terrestre baixa, o que permite menor latência e funcionamento independente das redes terrestres tradicionais, frequentemente afetadas em situações de crise. A ação segue um padrão adotado pela SpaceX em outros cenários de instabilidade, como na Ucrânia, após a invasão russa em 2022, e no Irã, onde o serviço foi usado para contornar bloqueios governamentais.
Até o momento, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos não se manifestou sobre eventual coordenação com a SpaceX para a liberação do sinal na Venezuela. A Starlink afirmou que continuará acompanhando a situação e avaliando as condições técnicas e regulatórias no país.



