O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado (19) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue publicações feitas em redes sociais pelo deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A medida ocorre após a Polícia Federal (PF) cumprir mandados na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Moraes, Eduardo intensificou ataques ao STF e praticou novas condutas ilícitas por meio das redes sociais. Três publicações específicas foram destacadas. Em uma nota publicada no Facebook, o deputado chama o ministro de “ditador” e afirma que as decisões judiciais visam transformar seu pai, Jair Bolsonaro, em um “refém”.
Outra postagem, feita na plataforma X (antigo Twitter), traz uma imagem de Moraes acompanhada da frase: “Talvez o Moraes não sabe se o Filipe Martins foi ou não aos EUA, mas agora todo mundo sabe que o Moraes não vai!”. A terceira citação é de uma entrevista em que Eduardo diz que o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, “não vai recuar”.
As postagens agora passam a integrar o inquérito já existente contra Eduardo Bolsonaro, que apura possíveis ações cometidas nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras no dia 7 de julho. A investigação foi prorrogada por mais 60 dias, e diligências adicionais serão realizadas.
Além disso, na sexta-feira (18), Moraes determinou uma série de restrições ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre as medidas estão o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar entre 19h e 6h, proibição de uso das redes sociais e de contato com o filho Eduardo Bolsonaro, com diplomatas ou com embaixadas.
As decisões foram tomadas com base em pedidos da Polícia Federal e com parecer favorável da PGR. Bolsonaro é investigado por suspeitas de coação, obstrução de justiça e atentado à soberania nacional, após o governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.



