A cantora Preta Gil morreu no último domingo (20), aos 50 anos, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, após uma batalha contra um câncer no intestino. Agora, a família da artista trabalha nos procedimentos legais para a repatriação do corpo ao Brasil, onde ela será sepultada.
O processo de repatriação envolve uma série de exigências legais e burocráticas. Para o traslado do corpo dos Estados Unidos para o Brasil, são necessários documentos como a certidão de óbito emitida em solo americano, tradução juramentada, laudo de embalsamamento, autorização de transporte, passaporte do falecido e aprovação do Secretary of State (Secretário de Estado do estado onde ocorreu a morte), além da Apostila de Haia e autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável por regulamentar o transporte de restos mortais em aeronaves.
O corpo pode ser transportado em voo comercial, como carga especial, ou por meio de um voo fretado. Para isso, a família também deverá contratar uma funerária especializada em traslados internacionais, responsável pelo embalsamamento, escolha do caixão e logística do transporte aéreo.
Apesar da complexidade do processo, a repatriação pode ser concluída em poucos dias, desde que toda a documentação esteja regularizada. Até o momento, não há informações oficiais sobre a data de chegada do corpo da cantora ao Brasil.
Em nota publicada nas redes sociais, Gilberto Gil, pai de Preta Gil, confirmou o falecimento e informou que a família está reunida em Nova Iorque cuidando dos trâmites necessários para o retorno da artista ao país. “Assim que possível, divulgaremos informações sobre as despedidas”, concluiu o comunicado.
Preta Gil estava nos Estados Unidos desde o início de 2025, onde realizava um tratamento experimental contra o câncer. De acordo com o jornalista Luiz Bacci, a cantora já se preparava para retornar ao Brasil, mas passou mal a caminho do aeroporto e não resistiu.
Antes de seguir para o exterior, Preta Gil precisou ser transferida de UTI aérea do Rio de Janeiro para São Paulo, ainda em abril. Esse tipo de transporte é utilizado para pacientes em estado delicado e conta com estrutura médica completa a bordo.



