A defesa do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a extinção da punibilidade da pena imposta ao militar, condenado a dois anos de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.
O pedido foi feito nesta segunda-feira (3), durante audiência realizada na sede do STF, em Brasília. A decisão caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo.
Ao término da audiência, a tornozeleira eletrônica de Cid foi retirada, após quase dois anos de uso. A defesa também pediu esclarecimentos sobre o possível retorno do militar às atividades no Exército. Cid já havia solicitado passagem para a reserva e, caso reassuma temporariamente, deve tirar férias antes da aposentadoria.
Condenado em setembro, Cid recebeu pena mais branda que outros réus, por ter firmado um acordo de delação premiada. Ele foi um dos principais colaboradores das investigações que apuram a tentativa de impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após as eleições de 2022.
A delação do ex-ajudante revelou detalhes do plano conhecido como “Copa 2022”, que previa intervenção militar para manter Bolsonaro no poder. Cid também afirmou que o ex-presidente mandou monitorar o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
O caso segue sob análise do Supremo, e ainda não há previsão para decisão sobre o pedido de extinção da pena.



