A Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) aprovou a Paradromics para iniciar testes clínicos de seu chip cerebral Connexus, tecnologia que promete avançar na comunicação de pessoas com paralisia ao transformar sinais neurais em texto ou voz sintetizada.
A empresa afirma que o dispositivo oferece sensibilidade superior à de outras interfaces cérebro-computador em desenvolvimento, incluindo a da Neuralink, e foi projetado para uso médico contínuo, sem necessidade de troca. “É a melhor interface cérebro-computador do mundo”, afirmou o CEO Matt Angle ao anunciar o início da fase de testes.
Os primeiros voluntários receberão o implante no córtex cerebral. Os eletrodos ultrafinos captam impulsos ligados aos movimentos da fala — de lábios, língua e laringe — permitindo que o sistema tente traduzir, em tempo real, frases que os participantes apenas imaginam pronunciar.
Com cerca de 7,5 milímetros, tamanho aproximado de um grão de arroz, o chip registra padrões neuronais específicos, mas não “lê pensamentos”. Em etapas posteriores, os pesquisadores também pretendem avaliar se o dispositivo é capaz de interpretar movimentos imaginados das mãos para controlar cursores.
Se os resultados iniciais forem positivos, o estudo poderá incluir até dez voluntários, cada um com dois implantes. A pesquisa avaliará ainda a durabilidade do sistema e a estabilidade dos eletrodos ao longo do tempo.



