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Justiça arquiva denúncia de Juliana Oliveira contra Otávio Mesquita por estupro

A denúncia de estupro apresentada pela ex-assistente de palco Juliana Oliveira contra o apresentador Otávio Mesquita foi arquivada pelo Ministério Público de São Paulo. A decisão, confirmada em 12 de novembro pela Procuradoria-Geral de Justiça, encerra definitivamente o processo criminal.

A acusação se referia a um episódio ocorrido em 2016, durante a gravação do programa The Noite, no SBT. Juliana afirmou ter sido vítima de violência sexual nos bastidores da atração. Segundo informações apuradas pela repórter Patrícia Calderón, do portal LeoDias, o MP considerou inadequada a conduta de Mesquita durante a gravação, mas concluiu que não havia provas suficientes de violência ou intenção sexual para justificar o prosseguimento do caso.

A defesa de Juliana ainda tentou impedir o arquivamento, mas o recurso foi rejeitado.

Mesquita comentou publicamente o desfecho do caso, afirmando ter recebido a notícia com serenidade. O apresentador agradeceu o apoio de familiares, fãs e colegas, e disse que as acusações afetaram sua imagem e sua trajetória de mais de 40 anos na televisão. Ele também afirmou que seguirá com a ação cível que move contra Juliana, na qual pede R$ 50 mil por danos morais.

Versão da denunciante e trajetória do caso

Procurada, Juliana Oliveira preferiu não se manifestar. Em sua denúncia, ela alegou que Mesquita teria tocado suas partes íntimas e colocado a cabeça entre suas pernas durante a gravação.

O caso ganhou força em 2020, após denúncias envolvendo outras figuras da TV. Juliana procurou Danilo Gentili para relatar o episódio, mas, segundo o apresentador, pediu que o assunto não fosse levado adiante naquele momento. Ela permaneceu no The Noite até 2024, quando foi encaminhada ao departamento de compliance do SBT, e posteriormente desligada.

Na época, o SBT afirmou que adotou todas as medidas cabíveis por meio de seu Departamento de Governança Corporativa.

Com o arquivamento da parte criminal, o processo entre as partes continua na Justiça cível, onde Mesquita cobra indenização por danos à sua imagem.

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