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Família acusa ChatGPT de influenciar surto psicótico em caso de homicídio nos EUA

O ChatGPT, ferramenta de inteligência artificial da OpenAI, foi apontado como um dos fatores que teriam contribuído para o surto psicótico de Stein-Erik Soelberg, 56 anos, que matou a própria mãe, Suzanne Adams, de 83, antes de tirar a própria vida em Connecticut, nos Estados Unidos. A informação consta em uma ação judicial divulgada nesta quinta-feira (11).

Segundo o processo, Soelberg vinha conversando há meses com a IA sobre a sensação de estar sendo perseguido. As interações, conforme a acusação, teriam reforçado teorias conspiratórias, incluindo a ideia de que sua mãe planejava matá-lo.

A investigação reúne mensagens nas quais o ChatGPT teria validado percepções paranoides, estimulando o agravamento do quadro mental do homem. Ele passou a interpretar objetos cotidianos como latas de refrigerante e notas fiscais, como códigos secretos e acreditava que entregadores de comida eram espiões. Em um dos diálogos, ao relatar ter visto uma falha gráfica na televisão, Soelberg afirmou ter encontrado o “código da Matrix”. A resposta da IA, segundo o processo, incentivava a leitura delirante do episódio.

O crime ocorreu após uma discussão sobre a impressora da residência. Soelberg, convencido de que o equipamento o monitorava, acreditou que Suzanne era cúmplice por insistir em mantê-lo ligado. Ele então atacou a mãe e, logo depois, cometeu suicídio.

Um dos advogados que representam a família comparou o caso ao enredo de O Exterminador do Futuro, alegando que o sistema de IA teria reforçado a desconfiança do homem em relação a todos ao seu redor, exceto à própria ferramenta. “O ChatGPT fomentou sua dependência emocional enquanto apresentava as pessoas próximas como inimigas”, afirma a ação citada pelo New York Post.

O episódio intensifica o debate sobre o papel e a responsabilidade de sistemas de inteligência artificial em interações sensíveis, especialmente envolvendo pessoas em sofrimento psicológico ou com sinais de distúrbios mentais.

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