A Justiça italiana aprovou, nesta quinta-feira (16), um novo pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, encaminhado pelo governo brasileiro. A decisão está vinculada à condenação por porte ilegal de arma de fogo, confirmada pelo embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca de Souza.
Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por perseguir um homem armada pelas ruas de São Paulo, em 2022. O caso resultou na segunda condenação definitiva da ex-parlamentar na Corte.
Anteriormente, ela já havia sido condenada por participação na invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em conjunto com o hacker Walter Delgatti. No episódio mais recente, além do porte ilegal de arma, também foi considerada culpada por constrangimento ilegal.
Informações encaminhadas pelo ministro Alexandre de Moraes às autoridades italianas apontam que o sistema prisional brasileiro atende a requisitos de segurança, salubridade e assistência, incluindo suporte médico e oferta de capacitação profissional.
A ex-deputada deixou o país pouco antes do trânsito em julgado da primeira condenação, fase em que se encerram as possibilidades de recurso judicial.
A defesa de Zambelli afirma que ela é vítima de perseguição política e contesta as condições do sistema carcerário brasileiro. Em 2025, o Ministério Público da Itália já havia se manifestado favoravelmente à extradição.
Zambelli também teve o mandato cassado por decisão do STF, mesmo após a Câmara dos Deputados ter aprovado sua permanência. Segundo a Corte, condenações com cumprimento de pena em regime fechado impedem o exercício da função parlamentar.



