A Ypê conseguiu suspender temporariamente a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que determinava a interrupção da fabricação e comercialização de produtos da marca. A medida ocorreu após a empresa protocolar um recurso administrativo junto ao órgão regulador.
Mesmo com a suspensão da decisão, a Anvisa manteve o alerta sanitário e segue recomendando que consumidores não utilizem os 23 produtos atingidos pela medida, todos pertencentes a lotes com final 1.
Segundo a fabricante, o recurso possui efeito suspensivo automático, conforme previsto na Resolução da Diretoria Colegiada nº 266/2019. Em nota, a empresa informou que apresentou novos esclarecimentos técnicos e reforçou os compromissos assumidos em seu plano de ação e conformidade.
Com o recurso, itens das linhas lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes poderão continuar sendo produzidos e comercializados até nova avaliação da agência.
Apesar da suspensão temporária da medida, a Anvisa afirmou que continua considerando válidos os riscos sanitários identificados na unidade da Química Amparo, em São Paulo, responsável pela produção dos itens.
O órgão informou que o julgamento definitivo do recurso deve ocorrer nos próximos dias e, até lá, recomenda que os consumidores evitem o uso dos produtos envolvidos.
A agência também determinou que a empresa disponibilize orientações sobre recolhimento, troca, devolução e ressarcimento dos produtos por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC).
A suspensão anunciada pela Anvisa na última quinta-feira (7) ocorreu após a identificação de falhas consideradas graves nos processos de fabricação da empresa.
Entre os problemas apontados estão falhas no controle de qualidade, descumprimento de etapas críticas de produção e inconsistências nos sistemas de garantia sanitária.
A decisão afeta exclusivamente produtos de lotes terminados no número 1, conforme publicação no Diário Oficial da União.
A Ypê informou ainda que já havia iniciado, em novembro de 2025, um recall voluntário de alguns lotes de lava-roupas líquidos após detectar a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em determinados produtos.
Segundo a Anvisa, vigilâncias sanitárias estaduais e municipais foram orientadas a intensificar a fiscalização para impedir a circulação dos lotes considerados irregulares.



