O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou nesta segunda-feira (15) a proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos no Reino Unido. A medida também estabelece restrições a plataformas de jogos online e transmissões ao vivo, em uma das ações mais rígidas já adotadas contra empresas de tecnologia no país.
Starmer afirmou que a iniciativa tem como objetivo “devolver a infância às crianças” e aumentar a proteção de menores no ambiente digital. Segundo ele, a proibição afetará redes como TikTok, Instagram e Snapchat, além de serviços que permitem interação entre crianças e adultos desconhecidos.
“Está claro para mim que a proibição total é a decisão correta. Isso vai tornar as crianças mais seguras e felizes”, declarou o premiê durante coletiva de imprensa.
O governo britânico informou que seguirá um modelo semelhante ao adotado pela Austrália, que já implementou restrições equivalentes. A nova regra também incluirá plataformas como YouTube, Facebook e X, mas não atingirá aplicativos de mensagens como WhatsApp e Signal.
Além da restrição de idade, o plano prevê medidas adicionais para limitar recursos considerados nocivos, como transmissões ao vivo e ferramentas de comunicação com estranhos.
Starmer questionou a exposição de menores a desconhecidos no ambiente digital e comparou a situação ao mundo real. “Você deixaria seu filho interagir com um adulto desconhecido? Não”, afirmou.
A regulamentação deve ser finalizada até o fim do ano, com a entrada em vigor prevista para os meses seguintes.
Nos últimos anos, o Reino Unido tem endurecido as regras sobre plataformas digitais, exigindo verificação de idade e ajustes em algoritmos para proteção de crianças e adolescentes. A nova decisão ocorre em meio a preocupações crescentes sobre os impactos das redes sociais na saúde mental dos jovens.
Uma consulta pública com mais de 116 mil respostas indicou forte apoio à medida: 83% dos pais acreditam que os riscos superam os benefícios, e 90% defendem a idade mínima de 16 anos para acesso às redes.
Apesar do apoio popular, especialistas e pesquisadores questionam a eficácia da proibição, afirmando que ainda não há evidências conclusivas de que esse tipo de restrição funcione na prática.



