As vendas do comércio varejista no Brasil caíram 1,5% em abril na comparação com março, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgados nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da retração no mês, o setor acumula alta de 1,5% nos últimos 12 meses.
O principal impacto negativo veio do segmento de combustíveis e lubrificantes, que registrou queda de 6,2% nas vendas. O desempenho ocorre em meio às oscilações nos preços dos combustíveis, influenciadas pela valorização do petróleo no mercado internacional e pelos reflexos dos conflitos no Oriente Médio.
De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, o resultado sucede um período de forte crescimento do comércio. Nos três primeiros meses do ano, o setor alcançou níveis recordes, o que contribuiu para uma desaceleração em abril.
Entre as oito atividades analisadas pelo IBGE, seis apresentaram retração. Além dos combustíveis, houve queda nas vendas de equipamentos de informática e comunicação (-4,5%), artigos de uso pessoal e doméstico (-4,6%), móveis e eletrodomésticos (-0,8%), vestuário e calçados (-0,1%) e produtos farmacêuticos e de perfumaria (-0,1%).
Os únicos avanços foram registrados nos segmentos de hiper e supermercados, alimentos, bebidas e fumo, com alta de 1,3%, e de livros, jornais, revistas e papelaria, que cresceram 1,1%.
Já o comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, peças e material de construção, apresentou recuo de 0,7% em abril frente ao mês anterior. Na comparação com abril de 2025, o indicador avançou 1,4%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses aponta crescimento de 0,2%.
Fonte: CNN



