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Médico diagnosticado com ebola marca primeiro caso da doença na França

As autoridades de saúde da França confirmaram nesta quarta-feira (24) o primeiro caso de ebola diagnosticado no país. O paciente é um médico que retornou recentemente da República Democrática do Congo (RDC), onde um surto da doença está em curso.

De acordo com o Ministério da Saúde francês, o profissional foi identificado com resultado positivo para o vírus ebola após chegar ao território francês. O paciente está internado em isolamento e sob monitoramento médico, enquanto as autoridades adotam medidas para evitar a propagação da doença.

Em comunicado oficial, o governo informou que o caso está sendo acompanhado de perto pelo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu. Além disso, uma investigação epidemiológica foi iniciada para rastrear pessoas que tiveram contato próximo com o médico. Os possíveis contatos serão orientados a cumprir isolamento domiciliar por 21 dias.

Esta é a primeira vez que a França confirma um caso de ebola diagnosticado em seu território. Durante a epidemia que atingiu a África Ocidental em 2014, pacientes infectados foram tratados no país, mas haviam recebido o diagnóstico antes de chegar ao território francês.

Apesar da confirmação do caso, especialistas avaliam que o risco de transmissão em larga escala permanece baixo. Segundo o Ministério da Saúde da França, o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças considera reduzido o risco de infecção para residentes e viajantes europeus, classificando-o como muito baixo para a população em geral.

A República Democrática do Congo enfrenta atualmente uma epidemia causada pela cepa Bundibugyo do vírus ebola. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de mil pessoas já foram infectadas e ao menos 267 morreram em decorrência da doença. A entidade alertou que a transmissão continua avançando e que novos casos podem ser registrados nos próximos meses.

A atual variante do vírus preocupa especialistas por não possuir tratamento específico. Além disso, as vacinas disponíveis contra o ebola foram desenvolvidas para combater a cepa Zaire, responsável por grandes surtos anteriores, e não apresentam eficácia comprovada contra a cepa Bundibugyo.

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