O Boi Caprichoso anunciou a artista visual e performática Lup Moara como a primeira Tuxaua Trans da história do Festival de Parintins. A escolha, divulgada nesta quarta-feira (18), marca um momento histórico de representatividade dentro do tradicional espetáculo realizado no Bumbódromo e amplia o debate sobre diversidade no Boi-Bumbá.
A função de Tuxaua é considerada uma das mais simbólicas da apresentação, associada à liderança, à força e às referências da ancestralidade indígena. Com a nomeação, o Boi Caprichoso passa a incluir uma artista trans em posição de destaque na construção cênica que compõe a narrativa do festival.
Lup Moara tem trajetória consolidada dentro do próprio Caprichoso e das manifestações culturais de Parintins. Formada pela Escola de Arte Irmão Miguel de Pascale, ela integrou o Corpo de Dança do Boi Caprichoso (CDC) e atuou em diferentes funções ao longo de sua carreira artística.
Sua experiência inclui participação em pastorinhas, bois mirins e a atuação como Porta-Estandarte e Cunhã-Poranga em agremiações folclóricas locais. Nos últimos anos, também se dedicou aos bastidores do festival, com foco na criação e produção de figurinos e indumentárias.
A artista destacou que o Caprichoso representa um espaço de acolhimento e construção artística, ressaltando a importância da nomeação para sua trajetória pessoal e para a comunidade LGBTQIAPN+ ligada ao festival.
O Festival de Parintins, um dos maiores eventos culturais do Brasil, ocorre anualmente no Bumbódromo e reúne as apresentações dos bois Caprichoso e Garantido. A edição de 2026 está programada para os dias 26, 27 e 28 de junho.



