O estilista italiano Giorgio Armani, ícone da moda mundial, morreu nesta quinta-feira (4), em Milão, aos 91 anos. Natural de Piacenza, Armani estava à frente de sua marca homônima, que completa 50 anos em 2025. O marco, que seria celebrado na Semana de Moda de Milão neste mês, ganhará agora tom de homenagem póstuma.
Fundador da grife Giorgio Armani em 1975, o estilista revolucionou a alfaiataria masculina ao criar ternos menos rígidos, sem abandonar a elegância dos cortes clássicos. Um ano depois, lançou sua linha feminina, que seguiu a mesma proposta. A virada na carreira viria em 1980, com o filme Gigolô Americano, em que Richard Gere vestiu figurinos assinados por Armani. O longa redefiniu o guarda-roupa masculino, aproximando-o do cotidiano com peças leves e sofisticadas.
Na alta-costura, a linha Armani Privé, lançada há 20 anos em Paris, mostrou o lado mais exuberante do criador. Sua última coleção, exibida em janeiro, incluiu o conjunto usado por Fernanda Torres no Festival de Veneza na semana passada, que chamou atenção pelo equilíbrio entre discrição e luxo.
Armani manteve-se independente, sem se associar a grandes conglomerados da moda. Além da alta-costura e do prêt-à-porter, expandiu a marca para restaurantes, hotéis e linhas mais acessíveis, como a Armani Exchange.
Em nota, a grife informou que Leo Dell’Orco, colaborador desde 1977 e responsável pelo design masculino, é cogitado como sucessor. “Giorgio Armani sempre fez da independência, pensamento e ação sua marca. A família e os funcionários levarão o grupo adiante no respeito a esses valores”, destacou o comunicado.
O velório será realizado em Milão, nos dias 6 e 7 de setembro, das 9h às 18h, na Via Bergognone 59, próximo ao Armani/Teatro. Atendendo a um pedido do estilista, o funeral ocorrerá em cerimônia privada.



