A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo foi colocada à venda em anúncio publicado nesta terça-feira (14) no jornal Financial Times. A iniciativa partiu da empresa Cork Gully, responsável pela administração da holding Eagle Football Holdings, que controla o clube carioca.
No comunicado, o Botafogo é descrito como “um dos clubes mais históricos do Brasil”. Outros ativos do grupo também foram incluídos no processo, como o Olympique Lyonnais e o RWDM Brussels.
A Cork Gully assumiu a gestão após a credora Ares Capital acionar mecanismos da legislação inglesa para nomear administradores independentes na holding. A medida ocorre em meio a uma crise de governança no grupo.
Nos últimos meses, o cenário se intensificou com a saída de John Textor da diretoria da Eagle Football, oficializada no fim de fevereiro. Segundo a credora, a mudança foi motivada por problemas de gestão, falhas de conformidade e impactos financeiros, incluindo restrições como o transfer ban imposto pela FIFA.
Apesar disso, Textor permanece ligado ao comando da SAF do Botafogo por meio de decisão liminar da Justiça do Rio de Janeiro. O empresário tenta viabilizar um aporte financeiro estimado em cerca de 25 milhões de dólares, mas enfrenta resistência do clube associativo, que ainda não aprovou a operação.
Em entrevista à ESPN, Textor classificou o anúncio de venda como “protocolar”. Segundo ele, a divulgação pública é uma exigência legal em processos de administração judicial no Reino Unido, com o objetivo de abrir espaço para propostas de interessados antes de eventuais negociações internas.
Em paralelo, o Olympique Lyonnais informou que acompanha o processo e que poderá compartilhar informações com potenciais investidores, mediante acordos de confidencialidade. O clube francês também anunciou a criação de um comitê independente para supervisionar possíveis mudanças no controle acionário, diante da possibilidade de uma futura oferta pública de aquisição.



