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EUA retêm integrantes da seleção do Irã após estreia na Copa do Mundo

A delegação da seleção do Irã voltou a enfrentar dificuldades nos Estados Unidos durante a disputa da Copa do Mundo de 2026. Na madrugada desta terça-feira (16), o capitão Mehdi Taremi e o auxiliar técnico Saeid Alhouei foram retidos por autoridades migratórias no aeroporto de Los Angeles devido a problemas relacionados à documentação.

Segundo informações divulgadas pelas agências iranianas Isna e Fars, os dois integrantes da delegação passaram por procedimentos adicionais de verificação após desembarcarem no país. Ambos foram liberados posteriormente, mas o episódio aumentou a preocupação da Federação Iraniana de Futebol em relação à permanência da equipe no torneio.

Após o empate com a Nova Zelândia na estreia do Mundial, a delegação teria recebido orientação das autoridades americanas para deixar o país o mais rápido possível. O caso ocorre em meio a uma série de entraves enfrentados pelos iranianos desde o início da competição.

Além da retenção de Taremi e Alhouei, a federação busca solucionar a situação do atacante Mehdi Torabi, que possui autorização para apenas uma entrada nos Estados Unidos. A entidade tenta obter um visto de múltiplas entradas para garantir a participação do jogador nos próximos compromissos da seleção.

De acordo com relatos da imprensa iraniana, os Estados Unidos haviam autorizado que a delegação pernoitasse em Los Angeles antes de seguir viagem, mas a decisão teria sido alterada de última hora.

Em entrevista às agências de notícias do Irã, Mehdi Taremi criticou a situação e cobrou uma intervenção da Fifa.

“Não é bom para a gente e nem para o futebol. Em uma Copa você tem que se preparar bem, há muito estresse. Mas não estamos recebendo este apoio. A Fifa precisa nos ajudar mais do que isso”, afirmou o atacante.

Nas últimas semanas, a seleção iraniana também enfrentou dificuldades para obtenção de vistos, precisou transferir sua base de preparação dos Estados Unidos para o México e teve integrantes da delegação impedidos de entrar no país.

Enquanto dirigentes iranianos acusam o governo americano de adotar medidas discriminatórias durante a realização do Mundial, as autoridades dos EUA afirmam ter concedido as permissões necessárias para que a equipe participe normalmente da competição.

O Irã ainda disputará os dois últimos jogos da fase de grupos em território americano. A equipe enfrenta a Bélgica no próximo sábado (21), em Los Angeles, e encerra sua participação na primeira fase diante do Egito, em 27 de junho, em Seattle.

COLUNISTAS

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