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G7 reafirma apoio à Ucrânia e anuncia novas sanções contra a Rússia

Os líderes do G7 reiteraram nesta quarta-feira (17/6) o compromisso de apoio à Ucrânia, com ênfase na preservação da integridade territorial do país, e concordaram em ampliar as sanções econômicas contra a Rússia, segundo comunicado conjunto divulgado ao fim da cúpula.

O grupo formado por Alemanha, Estados Unidos, Japão, Itália, França, Reino Unido e Canadá, além da Comissão Europeia, decidiu intensificar a pressão sobre Moscou por meio de novas medidas restritivas, sobretudo nos setores de petróleo e gás. O objetivo, de acordo com o texto, é enfraquecer a chamada “economia de guerra russa”.

A declaração também prevê o reforço do envio de apoio militar a Kiev, incluindo sistemas de defesa aérea, interceptadores e armamentos de longo alcance.

Apoio político em meio a divergências

A unidade do comunicado foi destacada por diplomatas como um sinal relevante em um momento de divergências internas no bloco, especialmente em relação à postura dos Estados Unidos sobre a guerra na Ucrânia e possíveis caminhos para um acordo de paz.

Mesmo assim, o documento final reconhece avanços recentes das forças ucranianas no campo de batalha e reafirma o alinhamento do grupo em torno do governo de Kiev.

O presidente francês, Emmanuel Macron, anfitrião da cúpula, reforçou a prioridade do tema ao convidar o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, para participar do encontro.

Oriente Médio e energia também em pauta

Além da guerra na Ucrânia, os líderes do G7 saudaram o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã e demonstraram disposição para apoiar sua implementação.

O grupo também discutiu estratégias para diversificação energética, com foco na redução da dependência de rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz.

Comércio global e relação com a China

Outro tema central foi o reequilíbrio do comércio internacional e a preocupação com a concorrência global, especialmente em relação à China. A França defendeu medidas para reduzir a dependência ocidental de minerais críticos e proteger cadeias produtivas contra práticas consideradas desleais.

Os Estados Unidos também defenderam a criação de um bloco para minerais estratégicos, proposta que ainda enfrenta divergências entre os membros do grupo.

Sinais de otimismo entre líderes

Apesar das diferenças, líderes europeus demonstraram otimismo em relação à cooperação com Washington. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que há sinais de mudança no cenário do conflito, destacando o fortalecimento da resistência ucraniana.

Já o chanceler alemão, Friedrich Merz, declarou ver disposição de diálogo entre europeus e norte-americanos para buscar uma solução para a guerra.

Repercussão na Ucrânia

Em Kiev, a nova declaração foi recebida de forma positiva. O governo ucraniano classificou o posicionamento do G7 como um reforço importante da unidade internacional em torno do país e da defesa de uma paz “justa e duradoura”.

COLUNISTAS

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