Os principais hospitais de Caracas enfrentam superlotação após a transferência de centenas de feridos dos terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram o estado de La Guaira, na última quarta-feira (24). O aumento da demanda levou a rede pública de saúde da capital venezuelana a operar acima da capacidade.
Unidades como os hospitais Dr. Miguel Pérez Carreño, Periférico de Catia, José María Vargas e Domingo Luciani registram salas de emergência e de espera lotadas, enquanto familiares aguardam informações sobre vítimas da tragédia.
Além dos pacientes da capital, os hospitais passaram a receber sobreviventes das áreas mais afetadas pelos tremores, o que intensificou a pressão sobre os serviços de saúde. Diante da situação, voluntários organizam, desde quinta-feira (25), campanhas para arrecadar alimentos, água, bebidas e insumos médicos, materiais que costumam ser escassos nas unidades públicas do país.
Em entrevista ao jornal El Nacional, o médico residente Rodolfo Salcedo, do Hospital Pérez Carreño, afirmou que as equipes de saúde trabalham de forma ininterrupta para atender o grande número de vítimas.
Segundo ele, médicos, enfermeiros e demais profissionais têm utilizado todos os recursos disponíveis para garantir assistência aos pacientes transferidos das áreas atingidas pelos terremotos. Salcedo também destacou a importância da mobilização de voluntários, familiares e instituições públicas, que contribuíram com doações de materiais essenciais para manter o atendimento.
A Venezuela segue mobilizada no socorro às vítimas, enquanto as equipes de resgate continuam as buscas nas regiões devastadas pelos terremotos.



