Os fortes terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24) colocaram novamente em evidência o Círculo de Fogo do Pacífico, uma das regiões de maior atividade sísmica e vulcânica do planeta. Os abalos provocaram desabamentos, deixaram mortos e feridos e foram sentidos em diversos países da América do Sul, incluindo o norte do Brasil.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o primeiro tremor registrou magnitude 7,1, seguido por outro de 7,5. Os epicentros foram localizados próximos à costa caribenha venezuelana, na região de Morón. Em Caracas, moradores deixaram prédios e residências por medo de novos tremores.
De acordo com autoridades venezuelanas, os terremotos deixaram ao menos 164 mortos e cerca de mil feridos.
O que é o Círculo de Fogo?
O Círculo de Fogo do Pacífico é uma extensa faixa geológica que circunda o Oceano Pacífico e concentra a maior parte da atividade sísmica do mundo. Com cerca de 40 mil quilômetros de extensão, a região se estende da América do Sul à Ásia e Oceania, passando por países como Chile, Peru, Estados Unidos, Japão, Indonésia e Nova Zelândia.
A área reúne aproximadamente 90% dos terremotos registrados no planeta e cerca de 75% dos vulcões ativos. O fenômeno está relacionado ao encontro e à movimentação constante de placas tectônicas, que acumulam pressão e liberam energia na forma de tremores.
Em muitos pontos do Círculo de Fogo ocorre o processo de subducção, quando uma placa tectônica desliza sob outra. Esse movimento é responsável tanto pelos terremotos quanto pela formação de cadeias vulcânicas.
Regiões sob constante monitoramento
O Japão é um dos países mais afetados pela atividade sísmica do Círculo de Fogo e mantém sistemas avançados de alerta e prevenção. Na América do Sul, a interação entre as placas de Nazca e Sul-Americana é responsável pela formação da Cordilheira dos Andes e pela frequência de terremotos ao longo da costa do Chile e do Peru.
Nos Estados Unidos, a Falha de San Andreas, na Califórnia, representa outro importante ponto de atividade tectônica e já foi palco de terremotos históricos.
Além da Venezuela, a quarta-feira foi marcada por registros de terremotos em outras regiões do planeta. Na Califórnia, um tremor de magnitude 5,6 atingiu o norte do estado, sem registro de vítimas.
No Japão, um terremoto de magnitude 7,2 foi registrado na costa nordeste do país. As autoridades monitoram possíveis réplicas e avaliam estruturas consideradas estratégicas.
Já na Rússia, um tremor de magnitude 5 atingiu a região do Golfo de Kronotsky, na Península de Kamchatka, área conhecida pela intensa atividade geológica.
Especialistas destacam que a concentração de terremotos em diferentes pontos do Círculo de Fogo reforça a necessidade de monitoramento constante e de sistemas de alerta capazes de reduzir os impactos de grandes desastres naturais.



