O empresário Rubens Oliveira Costa foi preso em flagrante na segunda-feira (22), durante depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, em Brasília. Ele foi chamado como testemunha, mas acabou detido acusado de falso testemunho após apresentar declarações contraditórias.
A prisão foi determinada pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG). Rubens foi levado à Polícia Legislativa do Congresso e liberado por volta das 2h40 da madrugada, após pagamento de fiança. Ele responderá ao caso na Justiça Federal.
Rubens é ex-diretor de empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado pela Polícia Federal como um dos líderes de um esquema de fraudes no órgão. Ele também teria ligação com companhias associadas a Thaisa Hoffmann Jonasson, parceira do ex-procurador do INSS Virgílio Ribeiro de Oliveira Filho.
Durante o depoimento, Rubens negou ser sócio de empresas de Camilo, embora tenha admitido ter sido diretor financeiro em 2022, cargo que deixou em 2024, e negou envolvimento em pagamento de propinas. Parlamentares, porém, apontaram contradições em suas declarações.
O relator da CPMI, senador Alfredo Gaspar (União-AL), destacou que Rubens movimentou mais de R$ 350 milhões e reforçou o pedido de prisão preventiva, citando risco de fuga e continuidade das práticas criminosas. A comissão deve analisar o pedido nos próximos dias.



