O Tinder anunciou uma nova ferramenta de segurança baseada no reconhecimento de íris para combater perfis falsos e fraudes com uso de inteligência artificial. A tecnologia utiliza o sistema World ID, desenvolvido em parceria com a Tools for Humanity.
A proposta é que a verificação seja feita dentro do próprio aplicativo, garantindo ao usuário um selo de autenticidade após a validação biométrica. A plataforma também avalia oferecer incentivos para quem aderir ao processo, embora ainda não haja definição sobre possíveis restrições a contas não verificadas.
Apesar da novidade, o recurso não estará disponível no Brasil. O sistema foi suspenso pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados, que vetou a coleta de dados biométricos vinculada a benefícios financeiros, por considerar que a prática pode influenciar a decisão dos usuários.
Avanço de golpes impulsiona mudanças
De acordo com o Match Group, controlador do Tinder, a verificação por íris representa um reforço nas medidas de segurança já adotadas pela plataforma, que inclui autenticação por vídeo.
O crescimento de golpes em aplicativos de relacionamento tem pressionado empresas a buscar novas soluções. Dados da Federal Trade Commission apontam prejuízo de cerca de US$ 1 bilhão com fraudes desse tipo apenas em 2025.
Relatos de usuários indicam a presença significativa de contas automatizadas. Segundo a BBC, uma usuária afirmou que aproximadamente 30% dos perfis visualizados eram bots. Levantamento da Norton aponta ainda que mais da metade dos usuários de apps de namoro nos Estados Unidos já enfrentaram situações envolvendo perfis falsos ou interações geradas por IA.
Restrições no país
A proibição do World ID no Brasil ocorreu após avaliação da ANPD sobre o modelo de operação do projeto, anteriormente conhecido como Worldcoin. A oferta de compensação financeira em troca do escaneamento da íris foi considerada um fator de risco para a livre escolha dos usuários.
No país, segue em funcionamento o sistema “Face Check”, que utiliza reconhecimento facial semelhante ao adotado por aplicativos bancários para validar a identidade dos usuários e ampliar a proteção contra fraudes.
O novo recurso já foi testado no Japão e deve ser expandido para outros países nos próximos meses.
Fonte: Tecnoblog



